Muitas pessoas acreditam que o sete é um número mágico. De fato, ele está relevantemente presente em todos os aspectos que se pode imaginar. Sete são as maravilhas do mundo, as notas musicais e os anões da Branca de Neve. Pulamos sete ondas no Réveillon, são sete os algarismos romanos e Roma foi fundada entre sete colinas. A carta de Pero Vaz de Caminha tinha sete páginas, sete rainhas na história chamaram-se Cleópatra, são sete os cargos eletivos nas eleições brasileiras. Mais ainda, são sete as artes e as cores do arco-íris. Também se tratam de sete os sábios da Grécia, as cidades sagradas da Índia, as linhas de orixá da umbanda e os deuses da antiga mitologia chinesa.
O número sete tem, ainda, um significado especial no cristianismo: em sete dias Deus criou o mundo – embora, como saibamos, o sétimo foi o dia de descanso e, talvez por isso, o mais útil –, são sete os livros do Antigo Testamento, o Pai-Nosso e a Ave Maria são compostas por sete orações cada uma. Sete pecados capitais, sete virtudes cardinais, sete sacramentos, sete chagas de Cristo. Eu não sou cristã, mas acho que numa coisa eles acertaram: sete é o número da perfeição.
Ele, coitado, que não deveria nunca ser o vilão de situação nenhuma, foi se meter logo na diferença de idade entre duas pessoas que se gostam, que se conheceram num por-acaso logo no dia 29... do sétimo mês do ano. Inconveniente, embora a culpa não seja dele, e sim de quem acredita que sete seja um número muito alto, deixando bem claro que eu não fazer parte desse grupo.
Acabaram bem por culpá-lo da separação, do impedimento, da covardia. Covardia é jogar nas costas de um número uma responsabilidade que é sua, só sua, de mais ninguém e que pode muito bem ser desconsiderada. Sei, porém, que a magia do sete não se esvaiu nesse caso; tenho certeza da beleza que é ao estarem juntos.
Engraçado o fato dessas duas pessoas nunca terem chegado a passar sete horas juntos, até seis, mas nunca sete. Talvez, talvez, ao chegarem nesse tempo não possam mais se separar. Talvez não haja mais desculpas. Talvez, a perfeição. E por que não?
O número sete tem, ainda, um significado especial no cristianismo: em sete dias Deus criou o mundo – embora, como saibamos, o sétimo foi o dia de descanso e, talvez por isso, o mais útil –, são sete os livros do Antigo Testamento, o Pai-Nosso e a Ave Maria são compostas por sete orações cada uma. Sete pecados capitais, sete virtudes cardinais, sete sacramentos, sete chagas de Cristo. Eu não sou cristã, mas acho que numa coisa eles acertaram: sete é o número da perfeição.
Ele, coitado, que não deveria nunca ser o vilão de situação nenhuma, foi se meter logo na diferença de idade entre duas pessoas que se gostam, que se conheceram num por-acaso logo no dia 29... do sétimo mês do ano. Inconveniente, embora a culpa não seja dele, e sim de quem acredita que sete seja um número muito alto, deixando bem claro que eu não fazer parte desse grupo.
Acabaram bem por culpá-lo da separação, do impedimento, da covardia. Covardia é jogar nas costas de um número uma responsabilidade que é sua, só sua, de mais ninguém e que pode muito bem ser desconsiderada. Sei, porém, que a magia do sete não se esvaiu nesse caso; tenho certeza da beleza que é ao estarem juntos.
Engraçado o fato dessas duas pessoas nunca terem chegado a passar sete horas juntos, até seis, mas nunca sete. Talvez, talvez, ao chegarem nesse tempo não possam mais se separar. Talvez não haja mais desculpas. Talvez, a perfeição. E por que não?