É, eu sei que eu provavelmente vou te chamar numa hora importuna, meio tarde pra chegar, meio cedo demais pra sair, mas eu preciso mesmo te dizer antes que tudo acabe que você é pra mim a coisa mais desconcertante do mundo, do meu mundo.
Porque eu que sou sempre assim tão confiante, tão cheia de mim, sempre com uma resposta na ponta da língua e uma dissimulação qualquer pra fugir do que me intriga – e nada me intriga. Mas você acaba com tudo isso, você é assim tão mágico, tão impenetrável, tão incompreensível, e eu mergulho em você tão profundamente que esqueço de mim, ainda que sem deixar de lembrar. Você assim, tão cheio de vírgulas, parece que desconhece os pontos finais. E apesar de entrar nessa estranheza, eu não me sinto perdida. Quanto mais eu penetro nessa escuridão que é o seu ser, mais eu te percebo e menos me encontro.
Não posso negar assim que eu às vezes gosto e às vezes nem um pouco, assim tanto quanto às vezes eu te amo e tantas outras eu te odeio. Que você é assim, sempre tão carinhoso e tão amargo, e me toca e não me toca e eu fico assim querendo me soltar e querendo me jogar nos seus braços, e que eu preciso tanto do toque dos seus lábios no meu quanto da distância entre eles. Mais ainda, um dia sem você é inimaginável, mas chega a ser um alívio quando acontece depois de tanto tempo de contato desgastante...
Como é que pode a gente viver assim, desse jeito, com essas contradições dia após dia e tanto gostar e tanto nervoso e tanta simpatia e sempre as coisas boas que compensam as ruins? Acontece. E eu me perco cada vez mais te encontro cada vez mais eu me perco cada vez mais eu te encontro cada vez mais e mais e mais. A gente se encontra e se desespera assim, nesse infinito desconcertante de coisas inefáveis chamadas sentimento.
Porque eu que sou sempre assim tão confiante, tão cheia de mim, sempre com uma resposta na ponta da língua e uma dissimulação qualquer pra fugir do que me intriga – e nada me intriga. Mas você acaba com tudo isso, você é assim tão mágico, tão impenetrável, tão incompreensível, e eu mergulho em você tão profundamente que esqueço de mim, ainda que sem deixar de lembrar. Você assim, tão cheio de vírgulas, parece que desconhece os pontos finais. E apesar de entrar nessa estranheza, eu não me sinto perdida. Quanto mais eu penetro nessa escuridão que é o seu ser, mais eu te percebo e menos me encontro.
Não posso negar assim que eu às vezes gosto e às vezes nem um pouco, assim tanto quanto às vezes eu te amo e tantas outras eu te odeio. Que você é assim, sempre tão carinhoso e tão amargo, e me toca e não me toca e eu fico assim querendo me soltar e querendo me jogar nos seus braços, e que eu preciso tanto do toque dos seus lábios no meu quanto da distância entre eles. Mais ainda, um dia sem você é inimaginável, mas chega a ser um alívio quando acontece depois de tanto tempo de contato desgastante...
Como é que pode a gente viver assim, desse jeito, com essas contradições dia após dia e tanto gostar e tanto nervoso e tanta simpatia e sempre as coisas boas que compensam as ruins? Acontece. E eu me perco cada vez mais te encontro cada vez mais eu me perco cada vez mais eu te encontro cada vez mais e mais e mais. A gente se encontra e se desespera assim, nesse infinito desconcertante de coisas inefáveis chamadas sentimento.
P.S.: No momento, eu amo.