quarta-feira, 25 de março de 2009

about me II:

“e porque eu falo pouco com pessoas que eu não conheço,” disse ela, “não quer dizer que eu seja um ser pouco sociável. só talvez demonstre o quanto eu sou melhor por escrito, antes de poder ser boa em voz alta.”

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

about me:

oi, meu nome é tarsila :) eu não lembro qual foi a última vez que eu conheci alguém REALMENTE me apresentando primeiro, geralmente eu começo um assunto aleatório... tipo agora, percebe? e depois que eu digo que, por sinal, meu nome é tarsila! e o seu? (se a gente não tem amigos em comum e já sabemos os respectivos nomes, mas acho que isso fica subentendido. né?).
eu não sou muito legal não, sabe. sou cansativa, na verdade, e eu sempre me acho ruim :( não é pra chamar a atenção, eu me vejo assim mesmo, mas não tem quem diga! porque eu me esforço um monte pra ser confiante e parecer também, aí eu tenho que fazer alguma coisa que me fode, tipo falar em público. eu não sei falar em público, minhas apresentações de trabalho são ruins pra caramba porque eu começo a falar rápido, me enrolo, perco, travo, passo um nervoso tremendo nessas horas. não é legal. que nem eu, eu não sou muito legal não, oh.
apesar disso, eu me acho bem jeitosinha, assim, geralmente. mas eu sou estranha, meu, eu falo sozinha e falo sozinha em inglês e espanhol (aproveito e treino a pronúncia, A MINHA É HORRÍVEL), imagino discursos em cenas que nunca acontecerão e eu... acredito. de verdade, eu acredito. acredito, inclusive, que alguém vá ler esse profile até o final. não vejo fraqueza em pedir desculpas, pegar o telefone e dizer 'oi, tô com saudade', pedir pra ficar, pedir pra voltar. e me acho tonta de ser assim quando quase ninguém o é, sabe? e não gosto muito de me abrir (no pun intended), me faz sentir desconfortável; é o momento em que eu fico mais indefesa e mais sensível, too dangerous. mas nem por isso eu fujo de dizer as coisas que eu quero/preciso dizer, porque de repente eu tô alegrando um dia e nem sei. ou não.
dizem que as pessoas têm o tamanho dos seus sonhos. bom, os meus são enormes, então a teoria bate, porque eu também sou (vai, deu pra dar uma risadinhainha; por sinal, também sou descontraidora de ambientes e tô sempre tentando fazer as pessoas rirem). e meu sonho desde criança, assim, é ser escritora, eu gosto de escrever. eu gosto de escrever pra caralho. e taí uma coisa em que eu sei que sou boa, sabe, escrever, apesar de nunca conseguir fazer um profile que me pareça satisfatório - nem um profile, meu, quanto mais um livro or something. mas eu não gosto de letras maiúsculas. não gosto de menstruação, também, nem de mcfly, e eu sou bem aleatória quando falo, uma coisa leva à outra e no final ninguém lembra o que eu tava dizendo no começo nem imagina como é que eu cheguei no final, chama-se confusão. demasiado confusa, eu sou, e sou de touro também. tem gente que super não me acha paciente, mas eu sou paciente pra caralho, só que com coisas que não são tão óbvias. só que esperar me irrita, em todos os sentidos.
enfim, acho que vou morrer cedo, quero ter uma filha e 'spiritual but not religious' é uma definição que me cabe. e há definições espalhadas por vários lugares, de vários autores. todas cabem, mas nenhuma realmente SERVE, é tipo uma guria tamanho 34 usando roupa 58. sou ótima com metáforas, também.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

See, the time we shared, it was precious to me

Ninguém fotografa o que quer esquecer.


A melhor parte de fazer amigos pela internet é poder conhecê-los. No último final de semana, também chamados "ontem" e "anteontem", eu conheci uma das pessoas mais fodas do mundo, o Fran. E apesar dele me tratar extremamente bem, tipo me jogando saliva e caipirinha de maracujá, encontrá-lo foi uma das melhores coisas que eu poderia ter vivido.
Mas não foi só ele que fez o meu sábado e domingo serem inefáveis: havia o Guimbas, a Re, o Gabriel e o Branca, pra citar só os que estiveram presentes durante mais tempo. Houve o deck de Pokémon e o Burger King, o open bar de sofridos trinta reais, a goteira, as fotos, a despedida.
Despedida? Até a próxima. E que seja logo.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Presença de Anita

"Quando se sente que o amor acabou só nos resta o exílio.
Exílio de palavras e gestos. E a piedade porque não há nada mais tocante e patético do que não amar quem nos ama.
Meu Deus! Eu preciso viver um novo amor, uma grande paixão! Dessas que nos arrastam violentamente. Nos esmagam sem piedade. Nos fazem sofrer com a felicidade porque temos medo de perdê-la."

sábado, 3 de janeiro de 2009

Pedro,

Eu não ostento orgulho algum ao dizer que você é ainda uma ferida aberta e que provavelmente nunca se fechará. Ao menos não enquanto seu nome ecoar no frio cortante – ah, que brega – da sua ausência. Não me soberbo ao dizer que conservo, dolorosamente, todo amor que nutri por você um dia, em todos os bons dias, que perdemos.
As coisas nunca mais serão as mesmas, se é que algum dia chegou a haver realmente alguma coisa. Prefiro sempre acreditar que sim, que tudo agora é só uma conseqüência quase que inevitável em uma relação entre razão e emoção, sendo os representantes de cada lado bastante óbvios, porque eu prefiro acreditar que eu não me entreguei a uma mentira; que eu não sofri por uma falsidade.
Mas, se era mesmo tão fundo, tão forte, tão verdadeiro, como chegaria a esse ponto?
Só por essa noite, eu decidi não me culpar. Eu decidi que se algo me deve ser atribuído, é apenas o que possibilitou haver uma proximidade tão grande, tão intensa. Apenas – e digo, apenas – o que houve de bom. Essa noite eu vou extravasar toda a minha arrogância e culpar apenar você pelo fim; porque eu quis falar, somente. E você, que tão altruísta se propôs a me ouvir, não agüentou ficar simplesmente lendo o que eu precisava exprimir. Você não agüentou ter tudo aquilo te jogado na cara, dilacerando a sua soberba, sua superioridade. Não pôde suportar ter a sua maturidade tão fixa, tão completa, esquartejada pela pseudo sombra de maturidade de uma criança de dezesseis anos. E sim, estou te chamando de imaturo e estou te julgando: é bom estar do outro lado, Pedro? Eu não acho. É isso que eu estava tentando dizer, eu não gostava do outro lado, do lado que você criava pra mim.
E o outro lado, como não poderia ser diferente, cansou-me. Simples assim: cansei, e cansei demais. Mas eu não conseguia nem considerar a idéia de ter um Pedro distante, um Pedro que não fosse o meu Pedro, aquele que me chamava de Soulmate e me mandava mensagens pra me acordar, às 5h40 da manhã. O que me abraçava e me chamava de Ursinha e dizia o quanto eu era linda sob a chuva e sentia vontade de me ligar enquanto jogava video-game só para me culpar quando perdesse. Que mentia sobre a saudade, ao mesmo tempo em que deixava bem clara a sua existência. Eu sinto a falta do Pedro que eu conheci, que durou durante algum tempo depois da quebra mas que se esvaiu aos poucos, repentinamente, tão repentinamente quanto veio. Quanto ficou. E aí, quando isso aconteceu, eu percebi que tentar me acostumar a essa falta era o mais exaustivo de tudo o que eu já tinha experimentado, que não haveria nenhuma margem de comparação possível.
Não consigo nunca lidar bem com a perda, mas consigo me acostumar com ela depois de um tempo. Eu já perdi muito, Pedro, o suficiente pra sentir que a sua perda não é como as outras. E você chega a dizer que a única coisa que foi perdida é a relação on-line. Infelizmente, era o que mais nos unia, apesar das brigas; se depender de telefonemas, quando os seus virão? E de visitas, então, quando você virá? Quando quitará suas “dívidas” para comigo? Não seria muito longe da verdade dizer que nunca, e você sabe. Tanto que, se eu já não estivesse tão despedaçada para agüentar outra rejeição, eu pediria – eu imploraria que você os fizesse.
Queria poder não dizer nenhuma palavra amorosa pra você, nada que pudesse, senão te enojar, te lisonjear. Eu queria não estar sempre aos seus pés, eu queria que você não me tivesse como tem. Mas não posso evitar, não agora, não depois de tudo. Eu não queria dizer a primeira frase do próximo parágrafo, mas se a negasse seria uma caluniadora tão grande que poderia ser queimada na fogueira, se vivêssemos ainda nos tempos da Idade Média e, portanto, não posso evitar expô-la.
Eu sinto a sua falta.

E é culpa sua que isso aconteça.